quinta-feira, 4 de julho de 2013

Salvação Prometida





Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro. Isaías 45:22

Quando Adão e Eva foram criados e colocados em seu lar edênico, tinham conhecimento da lei que deveria governá-los. [...] Ao transgredirem essa lei, caíram de seu estado de feliz inocência, tornando-se pecadores à vista de Deus. O tenebroso futuro da raça caída não foi dissipado sequer por um único raio de esperança. Devido à transgressão da lei divina, o ser humano perdeu o paraíso e foi pronunciada a maldição sobre a Terra, tendo início o reinado da morte.

Entretanto, o Céu teve piedade do ser humano, e o plano da salvação foi concebido. Quando a maldição foi pronunciada sobre a humanidade, juntamente com ela foi dada a promessa de perdão por meio de um Salvador que haveria de vir. Essa promessa foi a estrela da esperança a iluminar as trevas que, como o manto da morte, pairavam sobre o futuro da humanidade e do mundo que lhe foi dado como domínio. A Adão e Eva, lá no Éden, foi o evangelho pregado pela primeira vez. Eles se arrependeram sinceramente de sua culpa, creram na promessa de Deus e foram salvos da ruína completa. [...]

Durante trezentos anos, andou [Enoque] com Deus, dando ao mundo o exemplo de uma vida pura e imaculada, uma vida de notável contraste com a vida dos homens daquela geração obstinada e perversa, que desrespeitava abertamente a santa lei de Deus e se vangloriava de estar livre de suas restrições. Mas o testemunho e o exemplo dele foram igualmente ignorados, pois as pessoas amaram o pecado mais do que a santidade. Enoque, porém, serviu a Deus com singeleza de coração, e o Senhor comunicou a ele Sua vontade. Por meio de uma santa visão, revelou-lhe os grandes acontecimentos relacionados à segunda vinda de Cristo. E, finalmente, esse servo favorecido do Senhor foi levado ao Céu pelos anjos sem ver a morte.


Por fim, a maldade humana se tornou tão grande que Deus não mais podia suportá-la. Ele comunicou a Noé que, por causa das contínuas transgressões de Sua lei, iria destruir o ser humano, a quem havia criado, por meio de um dilúvio de águas que traria sobre a Terra. Noé e sua família foram obedientes à lei divina e, devido à sua lealdade ao Deus do Céu, foram salvos da catástrofe que devastou o mundo mau ao seu redor. Assim, o Senhor preservou para Si um povo em cujo coração estava Sua lei (Signs of the Times, 22 de abril de 1886).

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sacrifício Mais Excelente

Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo. Hebreus 11:4

Estes dois irmãos, Caim e Abel, representam toda a família humana. Ambos foram provados quanto ao ponto da obediência, e todos nós seremos provados da mesma forma. Abel passou pela prova dada por Deus. Revelou o valor de um caráter reto, os princípios da verdadeira piedade. A religião de Caim, porém, não tinha bom fundamento. Era baseada nos méritos humanos. Ele trouxe para apresentar a Deus algo em que havia interesse pessoal – os frutos da terra, produtos de seu trabalho, e apresentou sua oferta como um favor feito a Deus, pelo qual esperava obter a aprovação divina. Caim obedeceu ao construir um altar, obedeceu ao trazer um sacrifício, prestou, porém, apenas uma obediência parcial. A parte essencial, o reconhecimento da necessidade de um Redentor, ficou excluída. [...]

Ambos eram pecadores e ambos reconheciam o direito de Deus à reverência e à adoração. Segundo a aparência exterior, sua religião era a mesma até certo ponto, mas o registro bíblico nos mostra que houve um tempo em que a diferença entre os dois era grande. Essa diferença estava na obediência de um e na desobediência do outro.

O apóstolo disse que “Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim”. Abel apreendeu os grandes princípios da redenção. Viu-se como um pecador e viu o pecado e sua pena de morte entre seu coração e a comunhão com Deus. Trazia morta a vítima, aquela vida sacrificada, reconhecendo assim as reivindicações da lei que fora transgredida. Por meio do sangue derramado, olhava para o futuro sacrifício – Cristo morrendo na cruz do Calvário. Confiando na expiação que ali seria feita, tinha o testemunho de que era justo e de que sua oferta havia sido aceita.

Como Abel conhecia tão bem o plano da salvação? Adão o ensinou aos seus filhos e netos. [...] Depois que Adão pecou, um sentimento de terror se apoderou dele. Sentia dentro de si um constante temor. A vergonha e o remorso torturavam-lhe o coração. Nesse estado mental, desejava estar

o mais distante possível da presença de Deus, a quem ele tivera tanto prazer de encontrar no lar edênico. Porém, o Senhor foi em busca desse homem que carregava tanto peso de consciência e, embora condenasse o pecado do qual Adão era culpado, ofereceu-lhe as palavras da graciosa promessa Fonte: (Signs of the Times, 23 de dezembro de 1886).


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Os Frutos da Misericórdia

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Mateus 5:7

É o dever dos filhos de Deus brilhar por Cristo e difundir bênçãos no caminho de seus semelhantes. Não devem dizer: “Aqueça-se e alimente-se”, e nada fazer a fim de atender às necessidades do sofredor. [...]

Somos propriedade adquirida de nosso Senhor, e como Seus agentes humanos, temos o real dever de administrar os suprimentos temporais e espirituais do estoque que Deus nos concedeu. O amor deve ser mantido em constante exercício a fim de inspirar fé em Deus, para que o coração humano possa elevar louvores ao Senhor, e para que os laços dourados do amor possam unir o coração da humanidade. Os que recebem a misericórdia, o favor e a compaixão de Deus devem partilhá-los com outros. [...]

O Filho do Deus infinito é o nosso exemplo. O Céu está repleto de misericórdia a fluir constantemente não apenas a poucos favorecidos, mas para a bênção daqueles que mais necessitam dela, para o benefício daqueles que menos têm alegria e felicidade na vida. [...]

Aos que Deus fez administradores de capacidades e recursos, Ele ordena, para seu próprio bem, que acumulem tesouros no Céu, pois assim como Ele lhes deu liberalmente de Sua abundante misericórdia, devem dar liberalmente a outros. Em vez de viver para si mesmos, Cristo deve viver neles, e Seu Santo Espírito os levará a empregar seus bens com sabedoria, sendo misericordiosos para com os outros assim como Ele é misericordioso para com todos. Pessoa alguma pode ser seguidora de Cristo e viver para si. [...]

À medida que os bens lhes são confiados, devem ser repartidos com outros. Homens e mulheres mais humildes devem empregar os talentos do Senhor reconhecendo que aquilo que lhes foi emprestado deve ser devolvido com juros a Deus. Pode ser que tenhamos apenas um talento, mas se for fielmente consagrado a Deus e empregado em atos de misericórdia em coisas temporais ou espirituais, ministrando assim às necessidades do sofredor, o valor de nosso talento aumentará e será anotado nos registros celestiais de maneira a exceder nossa capacidade de cálculo. Cada ato de misericórdia, cada sacrifício, cada renúncia gerará uma recompensa certa, cem vezes mais hoje, e no mundo por vir, a vida eterna (Signs of the Times, 12 de setembro de 1895).

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Jamais alguém falou como este homem. João 7:46

Os mais altamente instruídos ficavam encantados com as palavras de Jesus, e os incultos sempre obtinham benefício delas, uma vez que Ele os conduzia à compreensão. Suas ilustrações eram tiradas das coisas da vida diária e, embora simples, traziam admirável profundidade de sentido. As aves do céu, os lírios do campo, a semente, o pastor e as ovelhas – com essas coisas, Cristo ilustrava a verdade imortal; posteriormente, sempre que Seus ouvintes viam essas coisas da natureza, elas evocavam as palavras dEle. [...]


Cristo Se servia sempre de linguagem simples, no entanto, Suas palavras provavam o conhecimento dos profundos pensadores destituídos de preconceitos. As verdades espirituais devem ser sempre apresentadas em linguagem simples, mesmo quando dirigidas a homens instruídos, pois esses geralmente são ignorantes em relação às coisas espirituais. A linguagem mais simples é a mais eloquente. [...] As palavras de Cristo, tão confortantes e animadoras para os que as ouviam, são para nós hoje em dia. Como um fiel pastor conhece suas ovelhas e delas cuida, assim cuida Cristo de Seus filhos. [...] Jesus conhece intimamente Suas ovelhas, e as que sofrem, as desamparadas são motivo de Seu especial cuidado. [...]


Cristo não designou que Suas palavras voltassem para Ele vazias. [...] Ele mesmo não escreveu nada, mas o Espírito Santo trouxe todas as Suas palavras e ações à lembrança dos discípulos, para que elas pudessem ser relembradas para nosso benefício. A instrução de Cristo foi dada com a maior clareza. Não havia necessidade de ninguém compreendê-la mal. No entanto, os escribas e os fariseus […]

interpretaram e aplicaram erroneamente as palavras dEle. As afirmações que eram o pão da vida para o coração faminto foram amargas para os líderes judeus. [...]


No sermão do monte, Cristo falou como se soubesse que os escribas e fariseus cressem no Antigo Testamento. Eles estavam entre a multidão, e os discípulos estavam bem próximos ao amado Mestre. Ali Cristo declarou: “Se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos Céus” (Mt 5:20). Por essas palavras, Ele condenou o formalismo e a hipocrisia daqueles líderes. E apesar de se aplicarem diretamente àqueles que estavam diante dEle, essas palavras também se aplicam às pessoas que, atualmente, não praticam a vontade de Deus (Review and Herald, 18 de maio de 1897).

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Muito a Dizer

Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade. João 16:12, 13
O Senhor Jesus tinha verdades preciosas para apresentar aos Seus discípulos, mas não pôde revelá-las até que a mente deles estivesse em condições de compreender o significado daquilo que Ele desejava ensinar. [...]
Embora Cristo tenha revelado coisas grandes e maravilhosas à mente de Seus discípulos, absteve-Se de dizer muitas que não podiam ser compreendidas por eles. Em seu último encontro com os discípulos antes de Sua morte, Ele disse: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.” [...] Ideias terrenas, coisas temporais ocupavam um espaço tão grande na mente deles que não conseguiam entender, na época, a natureza elevada e o caráter santo do reino de Cristo, apesar de Ele tê-lo apresentado em termos claros. Devido à interpretação errônea que previamente tinham das profecias, devido aos costumes e às tradições de homens apresentados e impostos pelos sacerdotes, a mente deles havia se tornado confusa e endurecida para a verdade. [...]

Que verdade Jesus reteve pelo fato de eles ainda não estarem prontos para compreender? As verdades mais espirituais e gloriosas a respeito do plano da redenção. As palavras de Cristo, que o Consolador trouxe novamente à mente dos discípulos após Sua ascensão, levaram-nos a refletir com mais cuidado e a orar com mais fervor a fim de que pudessem compreender as palavras do Mestre e proclamá-las ao mundo. Somente o Espírito Santo podia habilitá-los a reconhecer o significado do plano da redenção. As lições de Cristo, enviadas ao mundo por meio do testemunho inspirado dos discípulos, possuem um significado e valor muito além daquele que o leitor casual das Escrituras pode lhes conferir. Cristo procurou tornar claras Suas lições por meio de ilustrações e parábolas. Ele apresentou as verdades bíblicas como um tesouro escondido em um campo que, ao ser descoberto, aquele que o encontra sai e vende tudo o que possui a fim de comprá-lo. Cristo representa as pérolas da verdade não como estando expostas diretamente sobre a superfície, mas enterradas em solo profundo – como tesouros escondidos que devem ser procurados. Devemos cavar para encontrar as preciosas joias da verdade, assim como um homem cava uma mina.


Ao apresentar a verdade aos outros, devemos seguir o exemplo de Jesus (Review and Herald, 14 de outubro de 1890).

A Grande Ceia

Certo homem deu uma grande ceia e convidou muitos. À hora da ceia, enviou o seu servo para avisar aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. Lucas 14:16, 17 (ver versos 16-24)

Essa parábola representa apropriadamente a condição de muitos que professam crer na verdade presente. O Senhor lhes mandou um convite para a ceia que lhes preparou com grande custo; os interesses mundanos, porém, para eles se aparentam ser de maior importância que o tesouro celestial. São convidados a tomar parte em coisas de valor eterno, mas sua fazenda, o gado e os interesses domésticos lhes parecem de tão maior importância do que o atender ao convite celestial que sobrepujam a toda atração divina, e essas coisas terrestres são apresentadas como desculpas por sua desobediência à ordem celestial: “Vinde, que já tudo está preparado” (Lc 14:17). [...]


As próprias bênçãos dadas por Deus a essas pessoas para prová-las, para ver se dão “a Deus o que é de Deus” (Mt 22:21), empregam elas como desculpa para não obedecer às reivindicações da verdade. Abraçaram seu tesouro terrestre e dizem: “Preciso cuidar destas coisas; não posso negligenciar as coisas desta vida; elas são minhas.” Assim, o coração dessas pessoas se tem tornado tão insensível à impressão como o solo batido das estradas. [...]


O coração dessas pessoas está tão coberto de espinhos e cheio dos cuidados desta vida que as coisas celestiais não conseguem encontrar nele lugar. Jesus convida os cansados e oprimidos, prometendo-lhes descanso se forem ter com Ele. [...] Ele quer que ponham de lado os pesados fardos do cuidado e da perplexidade mundanos e tomem Seu jugo que é abnegação e sacrifício pelos outros. Esse fardo será leve. Os que se recusam a aceitar o alívio que Cristo lhes oferece e continuam a levar o mortificante jugo do egoísmo, sobrecarregando a mente em extremo com projetos, a fim de acumular dinheiro para satisfações egoístas, não experimentaram a paz e o descanso que se encontram em levar o jugo de Cristo e em carregar os fardos da abnegação e da desinteressada beneficência levados por Cristo em seu favor. [...]


Pessoas por quem Cristo morreu poderiam ser salvas por seus esforços pessoais e um piedoso exemplo. [...] A preciosa luz, no entanto, é ocultada sob o alqueire e não ilumina os que estão na casa (Review and Herald, 25 de agosto de 1874).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Caminho de Deus

Faze-me, Senhor, conhecer os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas. Salmo 25:4


Por vezes, ouve-se um suposto seguidor de Cristo dizer: “Vocês não devem ficar surpresos se eu pareço rude, se falo francamente, se manifesto mau humor: esse é o meu jeito de ser.”


Você diz para não ficarmos surpresos! Não estaria o Céu surpreso diante de tais manifestações, tendo em vista o plano da salvação que foi elaborado, o infinito sacrifício feito na cruz do Calvário para que você reflita a imagem de Jesus? Esse “seu jeito” vai entrar no Céu? Suponha que alguém se aproxime dos portais de pérola e diga: “Eu sei que fui rude, fui mau, além da minha inclinação para mentir e roubar, mas quero entrar nas mansões celestiais.” Esse tipo de temperamento achará entrada através dos portais da cidade celestial? Não, não! Somente entrarão lá aqueles que observarem os caminhos de Deus.


A manifestação das tendências naturais e cultivadas para o mal não pode ser desculpada pela alegação de que “esse é o meu jeito”. Os cristãos compreendem que necessitam muito da graça de Cristo para trazer os princípios do cristianismo para a vida diária.


Os jovens que cooperam com Cristo perceberão que o caminho que decidiram seguir está cheio de erros que necessitam ser corrigidos. Ao serem introduzidos na formação do caráter, esses erros são como vigas apodrecidas. Ninguém permita que ali permaneçam. Ninguém busque o privilégio de poder se apegar a essas imperfeições, justificando a si mesmo ao dizer: “É o meu jeito.” Aqueles que agradam ao próprio eu, recusando-se a abandonar seu caminho para seguir o caminho indicado por Cristo, certamente sofrerão suas consequências. [...]


Estamos nos esforçando para andar no caminho da verdade e da justiça? Então, não desanimemos por causa das tentações. Na verdade, seremos tentados, mas devemos nos lembrar de que a tentação não é pecado; não é indicação alguma do desagrado do Senhor. Ele permite que sejamos tentados, mas mede a tentação pelo poder que nos comunica, a fim de nos capacitar para resistir e vencer. É na hora da tentação e da prova que devemos medir o grau da nossa fé em Deus e avaliar a firmeza do caráter cristão que possuímos.


Não devemos dizer: “Para mim, é impossível vencer.” [...] Em nossa própria força, não podemos vencer, entretanto, o auxílio foi posto sobre Aquele que é poderoso. Elevemos a Deus esta oração: “Faze-me saber os Teus caminhos, Senhor; ensina-me as Tuas veredas” (Sl 25:4) (Youth’s Instructor, 2 de outubro de 1902).